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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um País de bárbaros



"A Quercus apresentou uma queixa contra desconhecidos depois de uma lontra, a primeira recuperada e libertada pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA), ter sido morta por esmagamento de crânio.

Dário Cardador, responsável do CRASSA, contou que poucos dias depois de a lontra, de nome Beringela, ter sido libertada, no final de Outubro, o GPS indicava que ela se estava dentro de uma aldeia.
O responsável contou que a lontra foi encontrada no «caixote do lixo», enrolada em «sacos de plástico», acrescentando que mediamente informou a GNR e o Instituto de Conservação da Natureza (ICN).
Dário Cardador adiantou que a lontra morreu «por esmagamento do crânio».
Segundo o GPS, que poderá ajudar na investigação, «o animal entrou por uma zona de um quintal, por trás de uma casa», antes de ter morrido, acrescentou.
O GPS revela que antes de ir parar ao caixote do lixo, a lontra esteve três horas dentro de uma casa.
O caso está a ser investigado pela polícia, mas os responsáveis do Centro de Recuperação de Animais Selvagens temem que a investigação não dê em nada" 
Fonte: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1453743

Por ignorância, maldade ou outra adjectivo, esta noticia  mostra que vivemos num País de bárbaros que deviam ser disciplinados com mão de ferro, como sempre o culpado irá sair impune apesar do grave prejuizo que causou à espécie e à investigação.
UMA VERGONHA

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Madeira: GNR intimidada com bomba no mar


(Militares da GNR foram ameaçados com o arremesso de uma bomba no mar, na zona de Campanário, Madeira. No local repetem-se as acções de pesca à bomba, destruindo a fauna marítima, noticia o Jornal da Madeira. A guarda fez uma acção de fiscalização na semana passada e foi alvo de acção de intimidação.

Fonte: Diário de Noticias)



Quando ocorre a explosão da carga de dinamite a onda destrutiva destrói quase tudo o que é ser vivo que esteja nas imediações, o que não morre de imediato fica a agonizar e a boiar tendo uma morte lenta e inglória.
A velocidade de difusão do som é de 1500 metros por segundo. Destrói o ouvido interno dos peixes, onde reside o sentido de equilíbrio e a sua bexiga natatória, que lhe permite controlar a profundidade.
A onda destrutiva arrasa também o fitoplacton e o zooplancton, base da alimentação de diversas espécies marinhas.
Não é novidade em água doce a pesca com dinamite ou à marretada, em água salgada é a primeira vez que leio semelhante acto terrorista, e na ausência de fiscalização os praticantes destes atentados ambientais nadam como peixe na água.

Estes terroristas ambientais devem ser combatidos com mão firme, a ganância do homem tem que ter limites e neste caso estão mais que ultrapassados.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O Mar de Aral


O Mar de Aral situado entre o Uzbequistão e o Cazaquistão foi o quarto maior lago do Mundo.
Desde 1960 o grande lago veio a transformar-se num deserto perdendo 75% da sua água.



Os dois principais rios que abasteciam o lago o rio Sir Darya e Amu Darya que nascem no sistema montanhoso dos Himalaias, foram usados pelo regime Soviético para irrigar através de canais plantações intensivas de algodão na Ásia Central.
Canais construídos de uma forma errada levando a uma agricultura intensiva apoiada no uso de fertilizantes e pesticidas, cerca de 50% da água perdia-se por evaporação antes do seu uso final.

Entre 1962 e 1984 o lago perdeu cerca de 16m de profundidade recuando a sua orla inicial cerca de 100km.



Aproximadamente cerca de 60.000 pessoas viviam do lago da pesca comercial e da aquocultura, as espécies mais capturadas eram a carpa a brema o barbo e o siluro cerca de 40 mil tonelas de peixe eram capturadas anualmente, em 1982 a actividade da pesca comercial chegou ao fim os stocks esgotaram-se assim como a água.



O Lago parecia que dava o último suspiro.

60.000 pessoas tiveram que mudar os seus hábitos de vida, migrações novas profissões reflexo de um mau e exagerado uso dos recursos por parte do homem.

Devido ao uso de Pesticidas e fertilizantes em excesso e à falta de água a mortalidade infantil e as doenças prolongadas como o cancro aumentaram cerca de 30x, a taxa de mortalidade aumentou 15x num período de 10 anos.

Com o desaparecimento da grande massa de água o clima alterou-se passaram a haver Verões e Invernos mais rigorosos.

O que se poderia ter feito para evitar esta tragédia ambiental e humana considerada uma das maiores do Séc. XX



Que Futuro?

Em Janeiro de 1994 os países do Cazaquistão Uzbequistão Turquemenistão e Tajiquistão assinaram um acordo em que se comprometeram a destinar 1% dos seus orçamentos para contribuir para a recuperação do mar, no entanto, a cooperação entre estes países tem sido mínima.
Actualmente, a porção norte do Mar de Aral está-se recuperar, devido à construção do dique Kokaral, obra financiada pelo Banco Mundial.

Foram propostas diversas soluções para os problemas causados pela perda de água do Mar de Aral, em diferentes graus de viabilidade e custos. Estas incluem:

  • Melhoria na qualidade dos canais de irrigação
  • Plantação de vegetação para combater a dessalinização.
  • A imposição de taxas aos agricultores para a utilização da água.
  • Introdução de espécies alternativas de algodão, cujo cultivo requer menos água.
  • A transferência de água desde as geleiras da Sibéria para substituir a água perdida no Aral.
  • Uso de menos produtos químicos no processo de algodão



O Mar de Aral é uma realidade e não está assim tão longe.
Espero que tenham gostado da visita :(

Abraço