sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Reproduzir para Preservar – Conservação de Espécies Piscícolas Ameaçadas

                                                        Foto (Autoria: Jorg Freyhof)

A reprodução ex situ de espécies e populações ameaçadas é uma medida de conservação que se pode revelar decisiva na conservação da nossa fauna piscícola nativa, sobretudo se associada a medidas de recuperação de habitat.

Os rios portugueses albergam pelo menos 22 espécies endémicas de peixes, sete das quais consideradas criticamente ameaçadas de extinção. A maioria destas espécies ocorre em pequenas ribeiras do sul, com elevadíssimos níveis de poluição e degradação física e regularmente sujeitas a secas extremas. A persistência das populações é portanto extremamente incerta num futuro em que se prevê uma intensificação da frequência das secas decorrente do efeito estufa.
Neste contexto, é urgente o estabelecimento de programas de reprodução em cativeiro (ex situ) para as espécies mais ameaçadas, de modo a garantir a preservação do valioso património biológico que representam, até que os seus rios de origem se encontrem suficientemente restaurados para voltarem a recebê-las.
Carla Sousa Santos – Centro de Biociências, ISPA


Um artigo bastante interessante  podem ler o resto aqui. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Proibição - Verdemã como isco - Portaria


A nova Portaria  n.º 624/2010, de 23 de Agosto, veio definitivamente dissipar dúvidas quanto à utilização deste peixe como isco para a captura de achigâ.

A anterior regulamentação apenas frisava que não era permitido o transporte de peixes o que permitia muitas vezes contornar a lei.

pode-se ler a portaria neste link http://dre.pt/pdf2sdip/2010/08/163000000/4474744747.pdf

Assim como nas dúvidas postas no Ministério da Agricultura

"É permitida a utilização de verdemã ou pardelha como isco?

Não. A captura, detenção, transporte, utilização como isco e comercialização das espécies de cobitídeos Cobitis calderoni, Verdemã do Norte e Cobitis paludica, Verdemã - comum. está proibida pela portaria n.º 624/2010, de 23 de Agosto."

No Diário da Républica pode-se ler "Atendendo a que o estatuto de conservação da espécie Cobitis calderoni

«Em perigo» no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (2005)
aconselha a que lhe seja conferida uma protecção acrescida;"


Foi uma medida tardia mas bem vinda.
Não digam que não foram avisados e quando virem a venda ou utilização denunciem.


Abraço

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Monte Estoril: Poluição Descarga

Uma Etar (estação de tratamentos de águas residuais) que afinal não o é.

Retirado do diário Digital.

Uma descarga de águas residuais provocou uma mancha negra no mar e um cheiro "insuportável" na zona do Monte Estoril, situação já reencaminhada para as autoridades competentes, disse à Lusa fonte da Polícia Marítima de Cascais.

“É verdade que cheira mal e que o mar ficou poluído, mas não sabemos se estas situações são normais ou não e não sabemos o que se passou”, afirmou a mesma fonte.

A Polícia Marítima de Cascais recebeu o alerta da situação cerca das 19:00, deslocando-se ao local para avaliar a situação. “Confirmo que houve aqui uma descarga de água de esgotos que, neste momento, parou”, disse a mesma fonte.

O responsável garantiu ainda que a situação, ocorrida na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Monte Estoril, já foi denunciada à entidade competente, a Sanest - Saneamento da Costa do Estoril, no sentido de, disse, “tentar perceber o que se passou”.

Uma testemunha no local, Bruno Conceição – que alertou a Polícia Marítima - descreveu a situação como “uma pouca vergonha”.

“As águas de esgoto começaram a desaguar no mar descontroladamente. Nunca tinha visto uma coisa assim. É um cheiro insuportável. As pessoas que estão aqui a passar no paredão [Passeio Marítimo do Estoril] têm de tapar o nariz”, contou a testemunha à agência Lusa.

A Lusa tentou contactar o vereador do Ambiente e vice-presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, mas tal não foi possível até ao momento. 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Luz verde ao plano para a requalificação da zona de Pedrouços


O Governo declarou hoje o “interesse público nacional” da área de Pedrouços para a realização da regata de circum-navegação “Volvo Ocean Race” no início do Verão de 2012. Toda a zona vai ser requalificada para receber a importante prova internacional.
“A realização desta regata constitui uma oportunidade para Portugal e para a cidade de Lisboa”, sublinhou, ontem, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira.
De acordo com o responsável, a regata de circum navegação ?Volvo Ocean Race?, que se realiza de quatro em quatro anos e tem escalas em todo o mundo, terá uma etapa que passará em finais de Maio e princípios de Junho na cidade de Lisboa.
“É uma regata que pode significar um significativo retorno económico de criação de emprego, de investimento pelo número de espectadores nacionais e internacionais que tem”, acrescentou, notando que se trata da “regata mais famosa de circum navegação mundial” que irá promover o turismo no país e tem uma “cobertura mediática mundial”.

Será também uma oportunidade para requalificar a zona de Pedrouços para permitir a sua utilização em favor do cidadão

Vou ter mesmo que esperar para ver, mas o mais certo é correrem a Pontapé  o comum cidadão daquela zona que após regata vai ser mais um feudo para condomínios fechados na antiga doca pesca a marina até já está feita para os burgueses.
Vamos todos pagar para depois serem sempre os mesmo a usufruir.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sustentabilidade

A Sustentabilidade de uma profissão a sustentabilidade de um planeta?
Insustentável...

 



                ....  9 Toneladas de Douradas 90 MIL Euros....

Uma manhã com a Polícia Marítima - JN



Link Vídeo
Uma manhã com a Polícia Marítima - JN

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ruído das actividades humanas, que impacto nos peixes?




A contaminação acústica pode interferir na comunicação das espécies de peixe que emitem sons e impedir que atinjam as zonas de alimentação e reprodução mais favoráveis para além de provocar stress.

Ao contrário do que é comummente pensado, o meio submarino não é um mundo silencioso o que, em parte se deve às actividades humanas, frequentemente ruidosas.

Recentemente, foi publicado um estudo na revista Trends in Ecology and Evolution que faz uma primeira abordagem aos impactos do ruído antropogénico na fauna piscícola alertando para a necessidade da realização de investigações mais detalhadas.
Os investigadores avaliaram os efeitos do ruído produzido por diferentes actividades actividades antropógénicas – o tráfego marinho e as plataformas de exploração de petróleo e gás.

Os cientistas alertam que a contaminação acústica pode desorientar os animais impedindo-os de atingir os melhores locais de alimentação e reprodução. Por outro lado, o stress induzido pelo ruído pode prejudicar o seu crescimento e a sua capacidade de reprodução

Há também que ter em conta que o ruído pode interferir na comunicação dos animais que dependem dos sinais para, por exemplo, atrair parceiros ou dissuadir rivais, explica Hans Slabbekoorn que acrescenta “O ruído provocado pelo Homem pode estar a mascarar importantes sons biológicos e pôr em perigo a sua reprodução e sobrevivência”.

Actualmente conhecem-se 800 espécies de peixes que emitem sons de que são exemplo a perca, o arenque e o bacalhau do Atlântico que, no entanto, apresentam diferentes sensibilidades auditivasApesar das diferenças no que diz respeito às frequências que conseguem ouvir, os cientistas observaram que o desenvolvimento de tanto, o arenque, como o bacalhau e o atum é prejudicado pelo ruído, com os animais a procurarem evitar zonas ruidosas.

Fonte Texto: www.elmundo.es e Naturlink