sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Áreas de interdição à pesca lúdica

Segundo a portaria 143/2009 foram criadas 4 zonas onde é interdita a pesca lúdica.

Artigo 2.ºÁreas de interdição1 — A pesca lúdica é interdita nas áreas do PNSACVdesignadas como ilha do Pessegueiro, cabo Sardão, Arrifana e ilhotes do Martinhal, representadas no anexo I da presente portaria e que dela faz parte integrante.
2 — É ainda interdita a pesca lúdica na pedra da Agulha,na pedra da Galé, na pedra das Gaivotas e na pedrado Gigante numa área de protecção marinha de 100 m emtorno de cada um destes ilhéus.
3 — As áreas referidas nos números anteriores são identificadasa partir das coordenadas geográficas constantesda tabelas n.os 1 e 2 do anexo I.


Segundo as coordenadas geográficas deixo-vos as imagens da zonas interditas.


ILHA DO PESSEGUEIRO

1-Foz do barranco da Caniceira
a
2-Foz do barranco do Queimado








CABO SARDÃO

3-Foz do barranco da Cavaleiro

a

4-Ponta da Perceveira





ARRIFANA

5-Foz do barranco da Palmeirinha

a

6-Extremo sul da praia da Arrifana




ILHOTES DO MARTINHAL(SAGRES)

7-Ponta da Baleeira

a

8-Foz da Benaçoitão




Se nada de aplicar aos pescadores profissionais vai ser como chover no molhado.


Abraço

8 comentários:

Ruben disse...

Bom trabalho Antonio.
Era mesmo isto que precisava. As localizações no mapa para saber onde não posso pescar.
Um Abraço

António Matos disse...

Olá Ruben, isto porque o legislador decidiu meter lá umas coordenadas militares e nada mais.

Hoje em dia o google earth e outros programas são uma ajuda e neste caso as coordenadas apresentadas de nada servem, não tinha custado nada explicarem a coisas com outro tipo de coordenadas de mais fácil acesso por todos.
Eu vi-me grego para conseguir transformar aquilo e tive que pedir ajuda a uma pessoa que trabalha na área da topografia, porque sozinho não ia lá.

Quem vem de Lisboa ou de outra parte do Pais sabe lá onde é o barranco do queimado, parece que assim podem passar mais umas multas a quem se engana.

abraço e parabéns pelo teu blog que já está adicionado na minha lista.

Anónimo disse...

Excelente trabalho! Ao ler as coordenadas geográficas apresentadas na portaria, tinha ficado sem perceber os limites das zonas interditas. Agora verifico que estas zonas são relativamentes extensas. São inaceitáveis estas limitações que atingem exclusivamente os pescadores lúdicos e excluem os profissionais. As portarias são, de facto, uma aberração !

Cumprimentos,
Mário Pinho

António Matos disse...

Boa Noite Mário Pinho, ainda é uma área considerável resta saber o que vai acontecer á pesca profissional e submarina nesses mesmo limites se a proibição for total acredito que se possa atingir um objectivo agora se for só para para a pesca desportiva(lúdica) não vai dar em nada.
Das zonas indicadas apenas pescava na zona do sardão mesmo quase no fim da proibição.

Ainda a assinalar os outros ilhéus que eu não fiz referência nos mapas mas que constam na portaria.
abraço

Anónimo disse...

Caro António Matos,

No meu entender, a portaria considera a pesca submarina como um tipo de pesca lúdica, pelo que as interdições aplicam-se igualmente à pesca submarina.

No que respeita ao impacto das interdições, julgo que ele será maior na doca de Sagres, onde muita gente gosta(va) de pescar de noite às lulas, e na zona do Sardão, uma área também muito frequentada por pescadores. Enfim... vamos ver o que é que isto vai dar !

Ab.

Anónimo disse...

Esqueci-me de identificar o comentário anterior.

Ab.
Mário Pinho

Ricardo disse...

Boas António!

Excelente trabalho sem dúvida!

Tenho ficado muito espantado com a análise, trabalho e debate de todos que foi despoletado por estas duas novas porcarias.

Espero que prove que a malta se consiga unir em torno dum objectivo comum, pondo de lado o resto.

Este é o meu primeiro comentário aqui no teu novo espaço e aproveito para te desejar as maiores felicidades!

Abraço!

Ricardo Silva

Anónimo disse...

Sou pescador lúdico há muitos anos e posso afirmar que conheço muito bem o Martinhal por "cima e por baixo", apesar de para ali estar a praticar o meu desporto favorito ter de percorrer cerca de trezentos quilómetros. Posso concordar com um período de defeso para algumas das espécies que por ali abundam, especialmente os sargos. Falamos do período entre Fevereiro e fins de Abril (defesa desta espécie) pois a abundância de juvenis é de facto muito grande. O que não se compreende é que os profissionais continuem a ter liberdade absoluta para por aquelas bandas e, juntinho à praia, continuem a lançar redes que duvido que alguém controle.
Estranho é, ainda mais, que ao longo de anos durante noites a fio (passei ali muitas) as autoridades nunca se preocupassem com o corrupio de barcos e barquinhos que, em noites de calmaria, por ali "passeavam" de luzes apagadas.
Possivelmente faziam turismo...
Quanto à interdição da pesca lúdica e já referi anteriormente uma parte do meu pensamento, é absolutamente incompreensível que não seja permitida a quem nada destrói, e tudo seja permitido aos verdadeiros predadores do ambiente, por mais respeito que sinta pelos profissionais da arte de pescar. Já agora deixo no ar duas perguntas. Na primeira questiono se interdição terá sido por razões de defesa do ambiente ou a pedido dos grandes capitalistas que se apoderaram inexplicavelmente dás áreas circundantes do Martinhal e locais destinados a urbanizações? Na segunda deixo no ar uma interrogação bem forte: então onde é que se encontra a estação de tratamento dos efluentes urbanos produzidos pelo conjunto urbanístico do Martinhal? O tempo nos dirá quem tramou a praia do Martinhal!
Um abraço solidário e de amizade para todos.